segunda-feira, 28 de março de 2011

De volta a casa, seremos mais felizes


“Levantar-me-ei, e irei ter com meu pai...” (Lc 15. 18a) [Ler 15. 11-23]

            Os psicólogos dizem que uma das emoções mais fortes, que como impacto fere as pessoas, é o sentimento de vergonha ante o mal feito: falta moral, ruína de caráter, pecado, queda, degradação, desmoralização da vida, palavras ditas de maneira errada etc. Mesmo as pessoas mais faltosas se punem.
            Eis que no contexto de um  filho, cercado de porcos, e faminto, sentiu vergonha de usar os bens e depauperá-los, sua condição de ignorância deixa-o só, sofrendo o peso de seu pecado. Degradado, reduzido a um farrapo humano, sob o castigo que afligiu a si mesmo, obrigando-se colocar em lugar de porcos. Ainda tem uma escolha: querer levantar-se.
            Sua condição é de alguém fracassado, arrasado e abatido, num país longínquo. “Caindo em si...”, significa que estava fora de si. Mesmo estando espiritualmente louco, percebe sua própria degradação e miséria em que se encontrava, vencido, castigado e fustigado pelo pecado: a vontade reage à decadente condição e, lançando um olhar aos porcos de que cuidava, resolve abandonar aquele esterquilínio, prêmio de sua insânia espiritual, e decide voltar ao doce lar paterno.
            Toma uma decisão: sair do erro e da maldade e voltar ao lar da bem-aventurança, certo de que não seria repudiado pela indiferença ou reprovação, mas será bem acolhido pela graça da reintegração do amor.
            Podemos aprender algumas coisas com esta descrição: Sem calamidade, não há coragem; sem dificuldade, não há fibra; sem provação, não há força; sem sofrimento, não há solidariedade; sem cruz, não há coroa; sem Calvário, não há Cristo.
            Grande coisa na vida é transformar adversidade em força de caráter. A história do Filho Pródigo nos revela um aspecto diferente. É possível usar a experiência de um erro, transformando-o num fator positivo para a elevação espiritual.
            Jesus ao contar essa história, fala de possibilidades. Nossos erros, faltas, descuidos, intolerâncias, desrespeitos, medos, e tantas outras coisas que nos maltratam, podem ser colocadas na evidência do Senhor: “Lavantar-me-ei e irei”.
Deus está pronto a nos acolher. Basta termos disposição para nos entregarmos a Ele.

Rev. Jorge  Wagner

segunda-feira, 21 de março de 2011

A Graça de Deus revelada a nossa família

“Porquanto a graça de Deus se manifestou salvadora a todos os homens”.
Tito 2. 11
            Não importa quem somos, ou o que somos, o amor e a graça de Deus se manifesta gratuita a todas as pessoas. A história de muitas pessoas na Bíblia é complicada. Nossas famílias não são perfeitas, e certamente de quando em quando os problemas tornam-se visíveis, mas, por meio da graça, nós e nossas famílias podemos superar todos os problemas e conflitos e desfrutarmos a bênção, a paz, a graça e o amor do Eterno.  
            E o que Deus quer para que sua ação seja efetivada em nossa vida? Qual é a exigência para desfrutarmos de suas benesses? Certamente existe alguma exigência da parte de Deus, mas não é nado extraordinário, apenas quer que sejamos fies a Ele, que façamos as coisas de acordo com os critérios cristãos que são simples, amar a Deus de todo o coração, de toda vontade e conhecimento, mas, também amar o próximo como a nós mesmo.
            Devemos frutificar nossa vida fazendo para as outras pessoas o que gostaríamos que fizessem a nós. Tratar nossos familiares, com amor, carinho, de forma digna, não apenas fortalece o relacionamento familiar, como aproxima-nos de nossa família. Quando essa prática acontece diminuímos distância que muitas vezes nos separam de nossos próprios familiares. Isso cria uma melhoria generalizada fazendo com que os conflitos sejam aplacados ou mesmo exterminados de nossa família.
            Que o amor de Deus una-nos cada vez aos nossos familiares.

Shalom.

Rev. Jorge Wagner

quinta-feira, 17 de março de 2011

Quando a vida desmorona


“Esperei confiantemente no Senhor;... Tirou-me de um poço de perdição, de um tremadal de lama”. Sl 40. 1-2

A vida nos apresenta algumas fases tão difíceis que ela desmorona diante de nós. É fácil perceber os problemas e dificuldades nos outros, quando estamos dentro do furacão é difícil avaliarmos nossas reais condições diante da brutalidade que sem pedir licença entra em nossa vida e vira tudo de pernas para o ar.
            Os acontecimentos no Japão nos dão uma mostra de que, de uma hora para outra pode acontecer na vida humana. Pessoas que perderam familiares, casa, carro e muitas outras coisas o que torna difícil de avaliar o que de fato aconteceu, somente muito tempo depois olhando com calma e “frieza” o impacto destas coisas, talvez possamos fazer algo. Os acontecimentos na terra do Sol Nascente talvez não nos atinjam por que estão muito distante. Entretanto, muitos de nós experimentamos vez por outra, o abandono das forças que teimam escapar de nossa vida, e, colocam-nos em situação de desespero tão grande que sentimos a vida desmoronar.
            No mundo imperfeito e caótico, as calamidades ainda ocorrem, sejam em grandes proporções que matam milhares de pessoas, ou simplesmente, são devastadoras em nossas próprias vidas. O maior problema é que nem sempre estamos preparados para enfrentar as decepções amorosas, as doenças, as dores de todas as naturezas, por isso vacilamos e sentimos os pés resvalar fazendo-nos perder o equilíbrio. Para qualquer lado que olhamos não há saída possível, não há quem possa nos ajudar a sair da prostração em que nos encontramos.
            O texto do Salmo 40 nos dá certeza que nem tudo está perdido. O Deus criador não nos abandona nunca. Sua ação é tão contundente e concreta que deu seu Filho Amado à morte de cruz para nos salvar e derrama seu Espírito para nos consolar em todo o tempo e lugar. Tira-nos da prostração, abençoa-nos resgatando nossa vida.
            Que a Paz de Deus que excede toda a compreensão vos abençoe e guarde.

Rev. Jorge Wagner

terça-feira, 15 de março de 2011

Família assunto de nossa meditação

           Quando falamos a respeito de família via de regra empregamos alguns conceitos. O Dicionário Aurélio, entre outras, apresenta as seguintes definições de família: - “pessoas aparentadas que vivem, em geral, na mesma casa, particularmente o pai, a mãe e os filhos”;
- “pessoas do mesmo sangue”; - “ascendência, linhagem, estirpe”;
No significado sociológico, temos: “comunidade constituída por um homem e uma mulher, unidos por laço matrimonial, e pelos filos dessa união”.
No entanto, para nós cristãos, ficam algumas indagações: o que é família? Quem faz parte da família? O que queremos para a família?
O Novo Testamento não discute o tema família de uma forma direta, mas encontramos a família presente em vários momentos da história do povo. Jesus em seu ministério, valorizou muito a família. Mas ele não ficou somente na teoria da exaltação de princípios. Ele andou de casa em casa (Mc5. 38; Lc 19. 5), numa clara demonstração de que a família era importante para a nova sociedade por Ele proposta.
      O termo grego oikos (oikos) ocorre cerca de 110 vezes no NT e significa “casa”, a “família”, “pertencentes” (incluindo escravos), “bens”. Na época de Jesus não existia a unidade dentro dos clãs, e as famílias viviam de uma forma individualizada, cada uma cuidando dos seus problemas e atendendo suas necessidades.  A quantidade de repetições mostra a importância da família para o/a cristão/ã.
Jesus, em seu ministério, freqüentou três lugares básicos da sociedade judaica da época: a) a portaera lugar de entrada e saída das cidades e aldeias e, portanto, onde o povo costumava encontrar-se- podemos chamar de vida pública; b) a sinagogalugar de oração, estudos e reuniões do povo – pode-se chamar de oração pública; c) a casalugar onde aconteciam a vida privada e a oração privada.  Destes três centros, a casa foi a mais freqüentada por Jesus e onde ele realizou alguns de seus principais sinais. a) A casa onde era celebrado um casamento – transformou água em vinho (Jo 2. 1-12); b) na casa de Zaqueu, anunciou a salvação e houve conversão (Lc 19. 1-10); c) na casa do chefe da Sinagoga – fez sinal de cura (Mc 2. 13-14).
Para falar de Deus, usou palavras de contexto familiar: a) Quando se dirigiu a Deus, usou a expressão Abba, que era termo usado pelas crianças para chamarem seu pai (papai, papaizinho, cf: Mc 14. 36; Mt 6. 9); b) Para expressar o amor de Deus Pai para com seus filhos e filhas, conta a “parábola do filho pródigo” (Lc 15. 11-32).
Todo este contexto quer mostrar que a família tem grande importância para a vida social. Ela é o ponto de partida para toda a ação que constrói a sociedade.  Por isso Jesus dá uma nova dimensão à família – esta nova dimensão se dá a partir do oikos (casa). A família é uma comunidade no total. Não se trata de uma união qualquer. Esta comunidade (família) deve se assentar em dois princípios fundamentais: vida e amor. Não se trata apenas de pessoas vivendo sobre o mesmo teto. Mas de todos quantos vivem juntos passando a serem sustentáculo e articulação da vida individual e coletiva dos partícipes.
A família que Jesus queria (quer) é aquela que a pesar dos problemas, procura viver conforme os princípios de vida e de amor. Quer seja por laços de parentesco ou por laços de afinidade. Está percepção que o mestre dá para a família, continua válida para nossos dias e deve ser motivo de nossa ocupação diária.

* Pequeno estudo para nossa reflexão
Rev. Jorge Wagner

Bibliografia

GUIMARÃES, Almir Ribeiro. Quando o assunto é família: a perene atualidade do tema da família. Petrópolis, Vozes, 1993.
LAZIE, Josué Adam. Família. Estudos Bíblicos Pastorais, Belo Horizonte, 1999.
Em Marcha. Igreja/família: planejamento, testemunho e missão.São Paulo, Imprensa Metodista, 1998.

quarta-feira, 9 de março de 2011

Confiar em Deus

"Os que confiam no Senhor são como os montes de Sião, que não se abala, firme para sempre". Salmo 125. 1


Está reflexão é uma singela homenagem a Marília, irma de uma querida amiga, que faleceu na madrugada desta quarta-feira.
A vitória não acontece sem luta. A vida apresenta-nos diversas situações que exigem outro olhar: o do coração.  Às vezes a razão não consegue encontrar saída racional e ficamos perdidos sem saber. É claro que muitas questões requerem a racionalidade para determinar a possibilidade de resolução, mas, nem tudo pode ser colocado nesta perspectiva.
            A relação vida e morte, por exemplo, não pode ser determinada pela racionalidade explícita. Como podemos explicar que a vida se esvai em morte e que tudo acaba nela?
            Certamente toda dor e sofrimento requerem cuidado especial de nossa parte, sejam nossas dores, tristezas, sofrimentos ou de outrem. Para quem quer resolver tudo pela racionalidade fica difícil entender que existe outra saída: Deus. É nele que podemos descansar nosso corpo cansado e transpassado pela dor. Confiar em Seu amor é questão de vida em outra dimensão. Jesus disse certa ocasião: “Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância”. Por isso devemos confiar nos caminhos do Senhor.
            A marca de quem confia em Deus é a esperança. Pois é Ele quem nos ajuda constantemente e que jamais nos esquece. Que o amor de Deus seja sobre nossas vidas.

Rev. Jorge Wagner
             

terça-feira, 8 de março de 2011

Mulher teu perfume purifica a vida



“Então, Maria, tomando uma libra de bálsamo de nardo puro, mui precioso, ungiu os pés de Jesus e os enxugou com os seus cabelos; e encheu-se toda a casa com o perfume do bálsamo”. João 12. 3

    Está humilde reflexão é dedicadas as companheiras de luta. Aqueleas que não desistem nunca, apesar do fracasso momentâneo. A todas as mulheres que obstinadamente lutam de maneira simples sem esperar recompesas. 
    O Dia Internacional da Mulher, celebrado no dia 8 de março, tem como origem as manifestações das mulheres russas por “Pão e Paz” – por melhores condições de vida e trabalho e contra a entrada de seu país na Primeira Guerra Mundial. [Wikipédia] No entranto, a idéia não era nova, já vinha desde o início do século XX, tanto na Europa quanto nos Estados Unidos, numa luta desigual com os homens, por melhores condições de vida e trabalho, mas também pelo direito ao voto.
    Qual a importância de ter um dia que marque a presença da mulher na sociedade? Não apenas torná-la visível, mas permanecer em constante estado de luta. Durante muito tempo, essa luta, foi desigual, o que não significa que mulheres e homens estejam em “pé de igualdade” hoje. Foi desigual, por que os antagonistas sistematicamente atacavam a mulher e pocionavam-se radicalmente contra. Mas, ainda em nossos dias, encontram muita resistência às suas conquistas.
    Mulheres como Maria entenderam mais rápido os acontecimentos e pocisionaram-se contra a morte e a favor da vida. Souberam usar os meios disponíveis que tinham para mudar o estado de coisas. As conquista vieram por meio de muita luta e esforço. Hoje os sinais das conquistas conseguidas são evidentes, porém, não suficientas. Há muita coisa a ser conquistada.
    Entretanto, queremos deixar nossa homenagem aos milhões de mulheres anônimas que lutaram e continuam lutando por melhores condições, não apenas para si, mas para as novas gerações. Mulheres de todas as raças, cores, credos e posicionamentos políticos. Mulheres que com mão firme, defendem o direito à vida. Mulheres que resistiram a tirania masculina de vários tipos de poder e com “malandragem”, sagasidade, “jogo de cintura” e com seu infalível perfume (que é a vida) conquistaram corações mudando a face da sociedade. Que a luta continue até a vitória final (no reino de Deus).

Parabéns pelo Dia Internacional da Mulher.

Rev.  Jorge Wagner de Campos Freitas

segunda-feira, 7 de março de 2011

reflexaosemanal: Nos afastamos de Deus

reflexaosemanal: Nos afastamos de Deus: "'Invoca-me, e responderei; anunciar-te-ei coisas grandes e ocultas, que não sabes.' Jeremias 33. 3
Não ouvimos a voz do Senhor, não porque Ele não nos responde, mas porque nos afastamos de sua presença amorosa.
ver mais em http://reflexãosemanl.blogspot.com

Nos afastamos de Deus

"Invoca-me, e responderei; anunciar-te-ei coisas grandes e ocultas, que não sabes." Jeremias 33. 3

Não ouvimos a voz do Senhor, não porque Ele não nos responde, mas porque nos afastamos de sua presença amorosa. Portanto, ser sábio signifia hoje, demandar todo esforço possível para nos mantermos em Sua presença.
Nosso maior pecado é não estarmos atentos a proximidade ou distância do amor do Eterno. A maioria das vezes nos damos conta que estamos distantes de sua ação, porque já não temos paz, saúde ou alegria. Há pouca vontade de atentarmos para nossa relação com o Criador. Não respondemos o seu amor, amando-O e amando nosso irmão e nossa irmã. Quando isso acontece nossa vida torna-se vazia e sem sentido.
A resposta que Deus colocou na boca do profeta nos alerta para que estejamos procurando sistematicamente estarmos em sua presença com ações de graça, adoração e louvor. Quando isso acontecer, então estaremos perto e Ele nos acolherá.

Shalom.

Rev. Jorge Wagner

sábado, 5 de março de 2011

A força do Senhor é nossa alegria

“... ide, comei carnes gordas, tomai bebidas doces e enviai porções aos que não têm nada preparado para si... porque a alegria do Senhor é a vossa força.” Neemias 8. 10.
“... dando-vos do céu chuvas e estações frutíferas, enchendo o vosso coração de fartura e alegria.” At 14. 17b


            Certamente falar de alegria parece ser um tema fácil. No entanto, não o é. A dificuldade está em entendê-la em sua plenitude e na ótica da alegria bíblica. Estar alegre demanda estar interessado na alegria alheia, isto é, não podemos estar alegres se nosso próximo não partilhar também da alegria que nos toma a vida. Quando pensamos em alegria, podemos definir de qual alegria estamos falando: alegria sem sentido, fornecida única e exclusivamente pelo mundo, ou alegria que vem de Deus.

No caso do cristianismo, a alegria brota da proximidade imediata e decisiva do Senhor nosso Deus, para conosco e nossa resposta participando das obras de Deus.

Os textos acima, falam de maneira diferente de um mesmo conteúdo: a alegria. No contexto de Neemias, aparece claramente a Lei, que para alguns poderia ser motivo de tristeza. No entanto, após a leitura feita por Esdras, Neemias afirma categoricamente que a Lei de Deus deve ser alegria de vida. Ela é fonte que emana alegria justa e na medida certa.

            No texto de Atos dos apóstolos, seu contexto mostra os gentios considerando Barnabé como Júpiter e Paulo como Mercúrio. Deuses gregos.  Coisa que Paulo prontamente responde, mostrando um exemplo a respeito de Deus. O que Deus dá ao ser humano, ninguém na terra tem capacidade semelhante ou próxima, somente ele tem poder para tanto.

            No de At dos Apóstolos as palavrasalegrar” e “exultar” de certa forma designam os arrebatamentos de entusiasmo, tumultuosos e em certa medida, frenéticos, que manifestavam os sentimentos de exaltação de um povo voltado para seu Deus ou rei, por ocasião das festas. Mas, alcança forma diferente quando se aplica ao contexto relacional entre Deus e ser humano, mas também, entre Deus, ser humano e outros seres humanos.

            Além disso, trata-se de um verdadeiro ato ritual.  Isaías transporta esta alegria do plano ritual para o escatológico [Do grego eschaton, que significa último. Conforme: GRENZ, Stanley, Dicionário de Teologia. São Paulo, Imprensa da , 2001, p. 48], isto é, os últimos tempos, para os judeus, quando Deus mudará todos os rumos e estabelecer seu reino, ou, no caso cristão, quando no apogeu ou final da história, Jesus Cristo voltar a terra para estabelecer seu reino eterno de justiça.

            A alegria no NT tem um aceno nos Evangelhos quando ela brota cada vez que se torna sensível a proximidade do reino, em todos os pontos culminantes da vida e do ministério de Jesus. Porém, em Atos, também dimensiona a caracterização da comunidade que identificada com Jesus Cristo, torna-se instrumento da ação e da redenção propiciada pelo sofrimento, fortifica a vida dos partícipes da comunidade de fé e do Reino de Deus.

De outro lado, em Atos dos Apóstolos, há alegria similar, mas que a partir da presença do Espírito Santo, dos milagres em nome de Jesus, a pregação aos gentios e sua conversão, consegue congregar não somente as pessoas umas a outras, mas principalmente a vida do redentor. De onde a alegria emana dos corações convertidos e por ocasião do banquete da Ceia do Senhor.

            O texto de Atos versículo 14. 17 - mostra uma situação interessante: Deus dá todas as providências necessárias para a vida, por isso os corações devem se alegrar. Ele jamais falha, é sempre presente e dá vida por seu amor, graça e presença.

            Este é o testemunho dos apóstolos. Mostra a convicção de que Deus está sempre conosco nos alegrando. Não importam as situações ou circunstâncias, ele é conosco. A alegria que dele emana, não é igual a do mundo, mas verdadeira, animadora e esperançosa. Ela caracteriza a comunhão do Corpo de Cristo, onde a alegria de um deve se das demais pessoas. Manifesta-se mutuamente a partir da incessante ação de Deus por meio de sua igreja numa relação entre criador e criatura criada. Desta maneira, todo o progresso na confirma a alegria.

            Não nos esquecemos de pensar a respeito dos momentos tristes, de abatimento ou de angústia. Ao contrário, é nestes momentos que atingimos o caráter supremo da alegria, embora paradoxal (contraditória), o Novo Testamento firma posição clara a respeito da alegria nas aflições. Sejam nos padecimentos de Cristo, seu martírio ou nossas lutas no dia-a-dia, Deus ainda é conosco. Sua alegria é nossa força. Em Cristo somos um povo alegre, pois sabemos a razão de nossa fé, e, a respeito do nosso Salvador.

Rev. Jorge Wagner