“Damos sempre graças a Deus, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, quando oramos por vós. Desde que ouvimos da vossa fé em Cristo Jesus e do amor que tendes para com todos...” Colossenses 1. 3-4
Estamos convencidos de que amamos de fato nosso irmão ou irmã. Cremos que este amor demanda ações concretas tanto para nossa vida quanto para a vida da igreja. Deus quer uma Igreja que esteja dentro dos parâmetros cristãos determinados por Jesus Cristo e isso significa amar o próximo como Cristo nos amou.
A capacidade do amor do ser humano para com o ser humano só é visível por meio da solidariedade ativa tanto na alegria como no sofrimento. Não há outro caminho que possa mostrar nosso sentimento amoroso para com outrem. Diz o Novo Testamento: “Novo mandamento vos dou: Que vos ameis uns aos outros; como eu vos amei, que também vos ameis uns aos outros. Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros”. Jo 13. 34-35
No Antigo Testamento no livro de Levíticos 19. 18 – Temos a seguinte afirmativa“... mas amarás o teu próximo como a ti mesmo. Eu sou o SENHOR”. Este antigo mandamento sobre o amor vai ser colocado por Jesus de uma forma mais personalizada: pois o novo mandamento determina que nos amemos como Ele nos Amou. O que significa uma entrega sacrifical de nossa vida por alguém.
O amor fraternal deve ser entendido como diferente do sentimento de preferência ou de simpatia. “Conhecemos o amor nisto: que ele deu a sua vida por nós, e nós devemos dar a vida pelos irmãos”. 1 João 3.16. A menção do termo nisto, especifica o tipo e a qualidade do amor que Jesus Cristo deseja que seja praticado entre nós. É o Amor de entrega, sacrifício e dedicação. “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”.Jo 3.16
Fica claro que o amor de Deus não é poético, nem filosófico. Amar é atitude prática. Em João 15.35: também percebemos que a principal característica que nos identifica como discípulos de Jesus no mundo, é o amor que temos uns pelos outros.
As conseqüências da falta de amor fraternal são agravantes negativos das relações humanas. O amor não se origina em nossas vidas como conseqüência de reflexões poéticas ou esforço humano. O Espírito Santo está em nós para comunicar a vida de Cristo e com isso nos capacitar para amar. ”Mas aquele que odeia a seu irmão está em trevas, e anda em trevas, e não sabe para onde deva ir; porque as trevas lhe cegaram os olhos.”. 1 João 2. 11. O amor fraternal não limita uma fronteira, inicia nela e se encaminha em direção a todas as pessoas que nos cercam ou outras que necessitem de amor e cuidado.
Por outro lado, as características do amor são positivas e influentes na vida. O verdadeiro amor é fruto de um coração sincero e purificado – “O amor seja não fingido. Aborrecei o mal e apegai-vos ao bem”. Romanos 12. 9. Se o nosso coração não estiver limpo das mágoas , das tristezas, do espírito de revanche e de tantas outras coisas ruins, o Espírito Santo não fluirá. Neste caso praticamos o amor fingido, uma prática sem vida e realidade.
O verdadeiro amor é longânimo e perseverante – “O amor... tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta”. I Co 13. 7. O amor de Deus não é intolerante, que se dissipa facilmente nos momentos de tensões e adversidades. O verdadeiro amor deve zelar pela aliança fraternal e unidade.
O amor não se origina em nossas vidas como conseqüência de reflexões poéticas ou apenas do esforço humano, deve ser a conjugação do amor que Deus inculca em nós e do nosso esforço para mantê-lo atuante. O espírito Santo está em nós para comunicar a vida de Cristo e com isso nos capacita a amar.
O amor aos nossos irmãos prova nossa permanência em Cristo. É o teste que demonstra se estamos na vida do Senhor ou em trevas. O contrário do amor não é necessariamente o ódio, mas o egoísmo que leva ao individualismo. Por isso devemos tomar cuidado como entendemos o significado do amor e o que fazemos com ele.O egoísmo se manifesta por um cuidado excessivo por si mesmo e desinteresse pelos demais. Quando todo o interesse e esforço de uma pessoa convergem para ela mesma, acaba gerando egocentrismo e egoísmo. Deus não nos mede somente pelas ações exteriores, nem pela operação de nossos dons. Ele avalia a intensidade de esforço e sacrifícios dedicados aos nossos irmãos.