segunda-feira, 25 de abril de 2011

A ressurreição é vida abundante


“Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei...” (Mateus 11. 28 - Ler de 28-30)

“Ele não está aqui; ressuscitou...” (Mateus 28. 6a).

            A aflição dos discípulos era mais que evidente. A tristeza, o desânimo a incerteza tomaram conta da vida destas pessoas que acompanharam o mestre durante um bom tempo. Mas, está proximidade não foi suficiente para dar certeza daquilo que Ele havia dito em várias ocasiões. Mas com certeza, muita gente lembrava o seu chamado ao consolo e ao alívio das dores, tristezas, incertezas, aflições etc.
            O que tem a ver o texto de sua ressurreição com o chamado? Certamente, há dúvida sobre a correspondência entre um e outro, no entanto, devemos perceber que em um momento as pessoas recebem as Boas Novas e em outro ficam com as dúvidas. Lembrar de sua ressurreição é não deixa cair no esquecimento sua profunda compaixão pela vida humana.
            Ele assumiu compromisso e lealdade para com a vida, Ele mesmo disse certa vez: “Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância”. Certamente seu jugo que é suave adquire contornos amorosos capazes de transformar o que é mau ou ruim em coisas boas.
            Seu chamado é inevitavelmente para todos sem distinção. Qualquer pessoa que se encaixe na descrição de Mateus 11.28-30, é considerada importante a tal ponto de não delimitar sua ação, esta é para todas as pessoas. Mulheres, homens, jovens, velhos e crianças fazem parte deste grupo chamado a experimentar o jugo suave.
            Em sua ressurreição reafirma sua disposição para servir e não ser servido. Para dar vida sem medir esforços. Para reafirmar a Boa Nova do Reino de Deus: Salvação a todas as pessoas que N’Ele crerem. A contra partida que o ser humano deve é simples: crer e ser submisso a sua vontade.
            Sua ressurreição é nossa garantia de vencer os obstáculos que nos rodeiam. Por isso:

Celebrai a Cristo, celebrai
Celebrai a Cristo, celebrai
Ressuscitou, ressuscitou
Ele vive para sempre
Vamos celebrar, Rei
Vamos celebrar, Ooo
Vamos celebrar ressuscitou meu Senhor
CELEBRAI

FELIZ PÁSCOA

Rev. Jorge Wagner

terça-feira, 19 de abril de 2011

O amor é fruto de um coração entregue a Deus


“Damos sempre graças a Deus, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, quando oramos por vós. Desde que ouvimos da vossa fé em Cristo Jesus e do amor que tendes para com todos...” Colossenses 1. 3-4

Estamos convencidos de que amamos de fato nosso irmão ou irmã. Cremos que este amor demanda ações concretas tanto para nossa vida quanto para a vida da igreja. Deus quer uma Igreja que esteja dentro dos parâmetros cristãos determinados por Jesus Cristo e isso significa amar o próximo como Cristo nos amou.

A capacidade do amor do ser humano para com o ser humano só é visível por meio da solidariedade ativa tanto na alegria como no sofrimento. Não há outro caminho que possa mostrar nosso sentimento amoroso para com outrem. Diz o Novo Testamento: “Novo mandamento vos dou: Que vos ameis uns aos outros; como eu vos amei, que também vos ameis uns aos outros. Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros”.    Jo 13. 34-35
 
            No Antigo Testamento no livro de Levíticos 19. 18 – Temos a seguinte afirmativa“... mas amarás o teu próximo como a ti mesmo. Eu sou o SENHOR”.  Este antigo mandamento sobre o amor vai ser colocado por Jesus de uma forma mais personalizada:  pois o novo mandamento determina que nos amemos como Ele  nos Amou. O que significa uma entrega sacrifical de nossa vida por alguém.

O amor fraternal deve ser entendido como diferente do sentimento de preferência ou de simpatia. “Conhecemos o amor nisto: que ele deu a sua vida por nós, e nós devemos dar a vida pelos irmãos”.  1 João 3.16.     A menção do termo nisto, especifica o tipo e a qualidade do amor que Jesus Cristo deseja que seja praticado entre nós. É o Amor de entrega, sacrifício e dedicação. “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”.Jo 3.16
  
            Fica claro que o amor de Deus não é poético, nem filosófico. Amar é atitude prática. Em  João 15.35: também percebemos que a principal característica que nos identifica como discípulos de Jesus no mundo, é o amor que temos uns pelos outros.

As conseqüências da falta de amor fraternal são agravantes negativos das relações humanas. O amor não se origina em nossas vidas como conseqüência de reflexões poéticas ou esforço humano. O Espírito Santo está em nós para comunicar a vida de Cristo e com isso nos capacitar para amar. ”Mas aquele que odeia a seu irmão está em trevas, e anda em trevas, e não sabe para onde deva ir; porque as trevas lhe cegaram os olhos.”. 1 João 2. 11. O amor fraternal não limita uma fronteira, inicia nela e se encaminha em direção a todas as pessoas que nos cercam ou outras que necessitem de amor e cuidado.

Por outro lado, as características do amor são positivas e influentes na vida. O verdadeiro amor é fruto de um coração sincero e purificado – “O amor seja não fingido. Aborrecei o mal e apegai-vos ao bem”. Romanos 12. 9. Se o nosso coração não estiver limpo das mágoas , das tristezas, do espírito de revanche e de tantas outras coisas ruins, o Espírito Santo não fluirá. Neste caso praticamos o amor fingido, uma prática sem vida e realidade.

            O verdadeiro amor é longânimo e perseverante “O amor... tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta”.  I Co 13. 7. O amor de Deus não é intolerante, que se dissipa facilmente nos momentos de tensões e adversidades. O verdadeiro amor deve zelar pela aliança fraternal e unidade.

O amor não se origina em nossas vidas como conseqüência de reflexões poéticas ou apenas do esforço humano, deve ser a conjugação do amor que Deus inculca em nós e do nosso esforço para mantê-lo atuante. O espírito Santo está em nós para comunicar a vida de Cristo e com isso nos capacita a amar.

O amor aos nossos irmãos prova nossa permanência em Cristo. É o teste que demonstra se estamos na vida do Senhor ou em trevas. O contrário do amor não é necessariamente o ódio, mas o egoísmo que leva ao individualismo. Por isso devemos tomar cuidado como entendemos o significado do amor e o que fazemos com ele.O egoísmo se manifesta por um cuidado excessivo por si mesmo e desinteresse pelos demais.  Quando todo o interesse e esforço de uma pessoa convergem para ela mesma, acaba gerando egocentrismo e egoísmo. Deus não nos mede somente pelas ações exteriores, nem pela operação de nossos dons. Ele avalia a intensidade de esforço e sacrifícios dedicados aos nossos irmãos.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Na tempestade a bênção de Deus


“Seja Deus gracioso para conosco, e nos abençoe, e faça resplandecer sobre nós o rosto” Salmo 67. 1

            Acreditamos que são normais termos dias sombrios, nublados, com chuva e termos aqueles em que o Sol astro-rei ilumina a vida. Entretanto, estes dias ensolarados muitas vezes passam despercebidos. Mas... Os dias nublados ou de tormenta forte, deixam marcas profundas em nossa vida. Por outro lado, a gente lembra muito mais destes do que daqueles em que o Sol nos agracia com a abundância de sua luz e calor.
            Qual a utilidade dos tempos difíceis em nossa vida? Para muitas pessoas não há utilidade alguma, para outras tantas, tanto faz, mas, também crêem na inutilidade do sofrimento. Para algumas poucas pessoas, o entendimento do por que do sofrimento se evidencia principalmente porque nos obriga a buscar mais a presença de Deus em nossa vida.
            Nas dificuldades somos testados em nossos limites. Sim é verdade, mas também somos testados em nossa fé. Ter fé nos momentos de alegria, em que tudo dá certo, nos dias ensolarados é fácil, difícil é manter o foco, quando tudo está nublado, chuvoso e com grande tempestade.
            Por isso, se você está tendo tempos mui difíceis, não desanime a medida de Deus é justa e certa. Não te desampara e nem te abandona. Ele é seu companheiro de caminhada, seu sustento em tempos ruins.
            Que a bênção do Salmo 67, seja um bálsamo em sua vida e te anime constantemente. Ela é a expressão do amor divino revelada em Jesus Cristo. Que Deus te dê a paz.

Rev. Jorge Wagner

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Proteção divina


“Guarda-me como a menina dos olhos, esconde-me À sombra das tuas assa”.
Salmo 17. 8 (Ler 17)

            A solidão lentamente consome a força humana. A solidão de estar afastado de Deus consome a vida. O desespero de quem já não tem forças para continua a caminhada  determina a roda-viva que varre a esperança e mata a determinação e  a vontade para continuar vivendo.
            A distância que separa o ser humano de Deus é visível ao ponto mostrá-lo amargo. Há um grande vazio existencial. As pessoas estão cada vez mais determinadas a encontrar Deus que parece cada dia mais distante. Não que Ele não queria estar perto da criação que geme e morre sem perceber que ela própria afasta-se voluntariamente do criador.
            Então não resta mais nada que se possa fazer? É claro que ainda há possibilidade de mudanças. O Salmo 17 começa com um pedido de que Deus ouça o clamor e o pedido de oração. O sofrimento pelo afastar-se do caminho sábio do Pai Eterno é destrutivo. O salmista tem certeza de que não saiu do raio de ação de Deus, permaneceu fiel. Por isso tem o direito de pedir a guarda divina.
            A menina dos olhos tem sentido de quem pode ver e enxergar de maneira distinta as coisas da vida. Há um grande desafio – entender as coisas vindas da parte de Deus e praticá-las. Tentar como diz o salmista ser semelhante ao Criador. Portanto, precisamos urgentemente voltar à presença do Pai para poder se esconder à sombra de suas assas.

Rev. Jorge Wagner

domingo, 3 de abril de 2011

Quem sou eu? Quem é meu próximo?


“Amarás o Senhor teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todas as tuas forças e de todo o teu entendimento; e, Amarás o teu próximo como a ti mesmo” Lucas 10. 27


            Certa ocasião um respeitado senhor dirigia-se a Escola Dominical, passando por um homem de roupas rasgadas e sujas, olhou atentamente e pensou com “seus botões”: É terrível um homem jovem de manhã jogado, esparramado na calçada num domingo de manhã, poderia estar como eu indo para a Escola Dominical, afinal ele está a menos de trinta metros da igreja. Além de tudo ainda atrapalha o cruzamento.
            Uma mulher aparentando uns trinta anos também cruza por aquela figura indiscreta atravessada pelo meio do caminho, estava lembrando-se do último sermão do pastor de sua igreja, que falara sobre a parábola do Bom Samaritano, quando quase tropeçou nas pernas do impertinente abusado que atrapalhava o transito.
            De modo semelhante passava por aquele local um homem, de roupas bastante surradas, pessoa inquieta, não pertencente a nenhuma igreja, mas que havia sido convidado para naquela manhã participar da Escola Dominical. Deparando-se com o homem deitado na calçada, abaixou-se olhando seu rosto e perguntou-lhe: você está bem? Com muita dificuldade o homem respondeu não!
            Contou que na noite anterior havia sido assaltado e espancado. Apanhou tanto que suas roupas foram rasgadas e sem ninguém para socorrê-lo acabou desmaiando e pela manhã sem conseguir levantar-se com muitas dores no corpo ficou a mercê de alguém que pudesse ajudá-lo...
            A história fictícia lembra-nos da Parábola contada por Jesus. Ouvimos sermões, discutimos grandes temas em nossas Escolas Dominicais. Questões de grande relevância, porém, nem sempre práticas. O benefício do sermão e das lições de nossas ED’s é tornar prática as ações contadas, ensinos que a igreja proporciona a cada um de nós.
            Quem das três personagens do texto fictício se pareceu mais com o bom samaritano? A moral da história é que ninguém pode crer que é tão importante que possa ignorar alguma pessoa por causa de sua aparência, por seu credo, sua cor ou raça. Nossa missão é servir a Deus sendo instrumento de seu reino em nosso meio.
            Amar a Deus só se concretiza quando amamos nosso próximo. É no olhar de nosso próximo que nos descobrimos como cidadão/ã do Reino de Deus. E nosso próximo é quem está perto de nós.

Rev. Jorge Wagner